Os bons sabores de Portugal para o Mundo...
O SISAB é actualmente a maior Mostra Mundial de Empresas, Marcas e Produtos Portugueses para a Exportação, exclusivamente dedicada à promoção e divulgação do que de melhor se faz em Portugal. É cada vez mais um ponto de encontro entre as empresas nacionais e os compradores internacionais que nos visitam para conhecer, degustar e comprar os produtos portugueses. Nos próximos dias 27, 28 e 29 de Fevereiro de 2012 lá estarão mais de 1200 compradores internacionais a fazer negócio com as cerca de 400 empresas nacionais presentes para mostrar a vitalidade de um sector, onde Portugal é inquestionavelmente muito forte.
A globalização crescente e a necessidade cada vez maior das empresas procurarem os mercados externos como saída para as crises económicas internas, levou a que a participação em feiras e mostras se tornasse uma das principais ferramentas de trabalho de quem pretende exportar.
Tendo dado os primeiros passos há 16 anos o SISAB, rapidamente se tornou um caso paradigmático das feiras em Portugal e que vale a pena ser analisado. Em primeiro lugar deve ser a única feira de exportação do mundo que em vez de levar os exportadores até ao estrangeiro, traz os compradores do estrangeiro até aos exportadores. Ou seja, durante três dias com toda a comodidade e economia para as empresas nacionais, os empresários portugueses podem ver desfilar diante de si e dos seus produtos uma vasta plateia de importadores internacionais, desde as grandes cadeias até importadores dos mais variados mercados ávidos e curiosos dos produtos que vieram observar. E aqui está a grande vantagem deste certame para as empresas portuguesas. Em vez de estarem mais ou menos perdidos em eventos gigantes onde só há olhos para os muito grandes, podem neste evento que já vai na sua 17ª edição no Pavilhão Atlântico, usufruir de mais de 1200 importadores que tratarão os seus produtos com a atenção e o carinho que merecem.
A próxima edição do SISAB com data marcada para o final de Fevereiro de 2012, já está em andamento a "todo o vapor" porque é agora que se decide o sucesso da mesma, precisamente quando a organização "corre mundo" sem descanso para trazer para o SISAB os melhores compradores do mundo, os mais fiéis aos produtos portugueses.
SISAB afirma-se como maior certame para a exportação do sector agro-alimentar
A organização que tinha prometido não poupar esforços para diversificar mercados e países presentes, alcançou a recompensa para os seus esforços, em especial com a presença muito significativa de mercado emergentes, salientando-se aqui a Rússia (com um número superior a 120 pessoas presentes), mas também muitas outras presenças de Estados Unidos, Brasil e PALOP, como se pode ver na "chamada" feita aos presentes logo no início da sessão de ebertura.
Este ano os visitantes do SISAB depararam-se com um alargamento dos sectores presentes. Para além dos 14 sectores tradicionais de alimentação e bebidas (vinho, bebidas, frutas, carnes e enchidos, lacticínios, agro-alimentar, azeite, pescado, doçaria, especiarias e, mais recentemente, produtos biológicos e dietéticos) o certame inclui alguns outros novos sectores como: certificação, cutelaria e horeca, gastronomia, logística e transporte, serviços financeiros, cerâmica e vidro, embalagem, flores, comunicações, floresta e derivados, brindes, serviços de excelência, e têxteis/design.
Mais de 70% estrangeiros
Carlos Morais, CEO do SISAB, congratulou os participantes por terem sido "capazes de criar uma dinâmica que ultrapassou todas as barreiras e movimenta milhões de euros", e afirmou o orgulho da organização por ter sido possível atrair a presença de importadores de variados países, interessados nos sectores representados pelo agro-alimentar e bebidas.
No discurso de abertura do SISAB, o responsável destacou a presença na XVI edição, de 400 empresas nacionais e 1200 importadores oriundo de 80 países. Um número que segundo Carlos Morais faz do certame deste ano, o maior de sempre. "Mais de 70 por cento dos presentes são estrangeiros, e pela primeira vez, estão aqui presentes mais de 700 empresários que não falam português", acrescentou, sublinhando que "todos vieram comprar produtos portugueses".
Carlos Morais agradeceu às empresas portuguesas que "acolheram desde sempre" o certame que, lembrou, "é um evento totalmente privado".
E deixou um desafio. "Por que não, promover Portugal em todo o mundo? Está nas vossas mãos".
Maior certame
A sessão de abertura contou com a presença, entre outros, de Luis Vieira, secretário de Estado da Agricultura e das Pescas; Vasco Cordeiro secretário Regional da Economia dos Açores; Arnaldo Machado, director Regional do Apoio ao Investimento e à Competitividade (dos Açores); Ana Paulino, presidente do Instituto de Financiamento d Agricultura e Pescas; Edite Azenha, vice-presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, Paula Cabaço, do Instituto do Vinho da Madeira e António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP).
No seu discurso de abertura, o secretário de Estado da Agricultura e das Pescas afirmou que os importadores vão se iriam arrepender pela vinda a Portugal, já que estão "na presença do maior certame agro-alimentar que se realiza no país e na presença das maiores empresas do sector".
Luis Vieira parabenizou as empresas portuguesas do agro-alimentar que apostaram "na inovação, qualidade e promoção" e destacou que o sector tem-se afirmado "não só no país mas também no mercado internacional".
E revelou que o agro-alimentar cresceu na internacionalização.
Dos 2,6 mil milhões, passou a representar 3,9 mil milhões de euros da exportação nacional, um número que "mostra a pujança e o optimismo dos nosso empresários", acrescentou.
Sector estratégico
Luis Vieira defendeu que é possível apostar num sector "que é cada vez mais estratégico" e tem "dado provas" da criação de riqueza "e da melhoria da sua qualidade e sustentabilidade".
Apelou aos empresários nacionais para que continuem a apostar no mercado internacional, afirmando que "é preciso exportar", mas referiu que é igualmente necessário "manter uma presença forte no mercado nacional".
Produzir mais
Já António Saraiva, presidente da CIP, destacou em declarações a O Emigrante/Mundo Português, a importância do SISAB por colocar um conjunto de clientes "em contacto com as marcas portuguesas, com a realidade dos produtos portugueses".
"São eventos deste tipo que são necessários e até deveríamos fazer mais porque temos que vender mais, para novos locais. Temos que exportar, e cada vez é mais importante através de eventos como o SISAB, atingirmos esse objectivo. É preciso vendermos mais, exportarmos mais e para novos locais. O SISAB permite isso e é portanto muito importante e uma iniciativa de aplaudir".
Segundo António Saraiva, os indicadores concluem que os sectores ligados ao agro-alimentar e bebidas crescem cada vez mais nas exportações.
"Ainda agora com a questão do Portugal Fresh, que é apenas um exemplo, podemos ver que estamos a crescer em sectores de produção que anteriormente não estávamos despertos, como as flores ou a horticultura, as frutas, que de alguma forma já vinham consolidando a sua importância", exemplificou.
Mas afirmou ser "fundamental" que o agro-alimentar e bebidas "perca alguma da dependência" que tem porque "entre aquilo que produzimos e aquilo que consumimos o "gap" ainda é grande", e defendeu que há ainda "apostas a fazer neste sector de actividade".
"Dependermos menos, produzirmos cá dentro cada vez mais, porque um dos objectivos que está lançado a todos nós portugueses é exportarmos mais e importarmos menos. E se conseguirmos neste sector importar menos, tanto melhor", afirmou.
Também em declarações a O Emigrante/Mundo Português, Arnaldo Machado, director Regional do Apoio ao Investimento e à Competitividade (organismo que integra a Secretaria Regional de Economia dos Açores), lembrou que a Região Autónoma dos Açores participam há muitos anos no SISAB, tendo trazido este ano cerca de 50 empresas ao certame.
"Há uma crescente participação e aderência por parte das empresas açorianas, e isso é sinal de que a Feira é atraente", acrescentou, lembrando que o Governo Regional criou sistemas e programas de apoio à colocação de produtos alimentares no exterior, que "têm sido bem recebidos pelas empresas do sector".
"Isso mostra que as empresas têm consciência da importância das exportações para os seus negócios, e isso mesmo se reflecte na presença crescente de empresas regionais no stand dos Açores no SISAB.
Além da bolsa de contactos e negócios, o Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas - que se destina apenas a profissionais do sector - foi também palco de provas e mostras de produtos, com o intuito de promover a sua internacionalização.
No primeiro dia, o certame recebeu as visitas de Paulo Portas, líder do CDS-PP e de Pedro Passos Coelho, presidente do PSD.
Agro-alimentar é um sector de futuro para Portugal
Terminou na passada semana em Lisboa mais uma edição do SISAB, a maior plataforma de negócios da exportação a nível mundial na área do agro-alimentar e que assegurou a vinda a Portugal de 1200 compradores internacionais, muitos deles pela primeira vez. Para os importadores presentes, originários de cerca de 80 países, o aumento da qualidade das empresas expositoras, foi um dos factores que permitiu a realização de mais negócios e abriu novas perspectivas para novos mercados. Num sector que nos últimos cinco anos viu as exportações aumentarem de 2,6 para 3,9 mil milhões de euros. Boas notícias para a economia, e que levaram o secretário de Estado da Agricultura e Pescas a afirmar que o agro-alimentar, é "o sector de futuro".
Terminou na passada semana em Lisboa mais uma edição daquela que é a maior plataforma de negócios da exportação a nível mundial nos vários sectores do agro-alimentar, e que assegurou a vinda a Portugal de 1200 compradores internacionais, muitos deles pela primeira vez.
Estes compradores, muitos deles não falando português ou inglês, vêem naturalmente ao SISAB, porque são apoiados pela organização com a sua rede de intérpretes, permitindo assim um contacto mais próximo com as empresas nacionais, que de outra forma ou noutras feiras nem sequer se cruzariam.
Fruto de uma selecção extremamente criteriosa dos mercados o evento foi um sucesso à imagem de anos anteriores, mas nesta edição com uma clara subida do poder de compra dos participantes internacionais, elevou-se em muito o montante dos negócios efectuados logo no decurso do evento, foi pelo menos este o consenso geral da maioria dos participantes que quiseram transmitir à organização a sua satisfação.
Por outro lado os estrangeiros congratularam também a organização pelo reconhecimento do aumento da qualidade das empresas expositoras, notando-se em especial no nível de stands e marketing exibido e sobretudo na vontade em conhecer diferentes mercados alvo dentro de cada país, o que permitiu a realização de mais negócios e abriu novas perspectivas para novos mercados.
A organização foi também felicitada pelos participantes pela qualidade dos serviços de apoio aos stands e pelas animações apresentadas e dinamizações diversas que contribuíram decisivamente para uma envolvência muito positiva entre os participantes que se traduziu naturalmente no aumento de contactos e negócios.
Mais e melhores negócios
Algumas empresas presentes confidenciaram ao nosso jornal que geraram negócios no SISAB, que em muitos casos superaram os 20 por cento das suas vendas anuais para a o mercado nacional, o que permitiu encontrar nestes mercados uma sólida alternativa para a contracção do mercado nacional com o consequente esmagamento de preços que hoje em dia internamente é uma constante.
Exemplo de tudo o que se afirma são as palavras de Ursula Duebel, gerente da Estrela Weine em Krefeld - Alemanha ao afirmar: "Foi a primeira vez que visitei o SISAB e a minha impressão foi francamente positiva. Tudo estava muito bem organizado e os vossos colaboradores inexcedíveis na resposta às diversas solicitações. As degustações estiveram fantásticas sobretudo com uma adequada ligação dos vinhos aos pratos apresentados, o que permitiu de facto um contacto muito directo com a qualidade dos produtos portugueses. O vosso esforço deve ser reconhecido pelas empresas exportadoras e pelas entidades oficiais ligadas ao sector da exportação.
Mas para as empresas portuguesas a impressão também foi bastante boa como por exemplo nas palavras do Directos Comercial da Aveleda, António Mendonça: "Muitos parabéns pela excelente organização da edição do SISAB. O resultado da nossa participação foi bastante bom, o que só se consegue se à atractividade das nossas marcas juntarmos uma organização de sucesso. Saliento a eficiência dos serviços de copos e gelo, o nível geral das degustações etc…"
Um sector de futuro
E os negócios gerados no certame pelas empresas produtoras portuguesas, serão a melhor notícia para um sector cujo futuro está concentrado numa palavra: exportação.
Essa foi a opinião unânime dos governantes e políticos que visitaram o SISAB.
O secretário de Estado da Agricultura e das Pescas, sublinhou estar "na presença do maior certame agro-alimentar que se realiza no país e também na presença das melhores empresas do ramo agro-alimentar", para felicitar "todos os empresários que têm mostrado uma dinâmica na modernização, apostando cada vez mais nos critérios fundamentais de competitividade neste sector que são a inovação, a qualidade e a promoção".
Luis Vieira defendeu que é por força dessa dinâmica que o sector agro-alimentar se tem afirmado "não só no nosso país, mas também no mercado internacional". E avançou com números. O governante afirmou que nos últimos cinco anos, o défice do sector agro-alimentar foi estabilizado, "fruto do contributo das exportações" que "subiram 47 por cento nos últimos cinco anos". "Passaram de 2,6 mil milhões de euros, para 3,9 mil milhões", revelou na sessão de abertura do SISAB perante cerca de três mil pessoas presentes, entre produtores e importadores.
"É um número que mostra o dinamismo dos nossos empresários, que é possível fazer melhor e ao mesmo tempo, apostar nos factores e competitividade e direccionar as suas estratégias empresariais para o mercado externo", acrescentou.
Por esse motivo, o governante assegura que é possível continuar a apostar num sector cada vez mais estratégico "como fornecedor de alimentos suficientes e saudáveis, para toda a sociedade", assegurou Luis Vieira, acrescentando que esse é um desafio que se exige do sector agro-alimentar, "que até agora tem dado provas não só de criação de riqueza, mas que aumentará cada vez mais a sua performance em termos de qualidade e sustentabilidade". "É o sector de futuro. Está cada vez mais presente na agenda mundial", finalizou.
Apostar na agricultura
Exportação é também a palavra de ordem para o líder do CDS-PP. Paulo Portas visitou o SISAB e deixou a mensagem. "Um dos maiores problemas de Portugal chama-se dívida, sobretudo a dívida do Estado que nos últimos cinco anos passou de 82 mil milhões de euros para mais de 150 mil milhões. Um país que tem um grau de endividamento tão astronómico, só pode fazer duas coisas. Primeiro, não agravar o problema. Segundo, a única maneira sólida, estruturada e duradoura de contrariar o endividamento é produzir mais, exportar mais e substituir importações".
O também deputado defendeu que a agricultura não pode ser "espezinhada, esquecida, desprezada", que os fundos comunitários "não podem ser desperdiçados", e que os recursos que temos "não podem ser inutilizados". "É preciso apostar radicalmente, modernamente na agricultura, nas empresas agrícolas, na competitividade dos nossos agricultores, porque é a única maneira de produzirmos mais, exportarmos mais e precisarmos menos de importações", defendeu.
Paulo Portas afirmou aos jornalistas no SISAB que sem agricultores, Portugal não tem povoamento, ordenamento e ecologia, e não conseguirá contrariar o endividamento. E defendeu que é preciso "utilizar bem os fundos comunitários que são postos à nossa disposição".
"É inacreditável que um país que não é rico, possa ter que pagar 46 milhões de euros de uma multa, esteja ameaçado de pagar mais 122 milhões de euros de outra multa e não sabe qual é a outra multa que aí vem. Toda a gente tem que se empenhar em que haja uma solução política para evitar uma penalização dos fundos", alertou.
Sobre o futuro do sector, disse que gostaria que a agricultura "tivesse um ministro competente e forte, um Ministério organizado e eficaz no serviço aos agricultores e que Portugal usasse bem e sempre os recursos que os fundos comunitários põem à sua disposição".
Importância estratégica
Pelo SISAB passou também o presidente do PSD, que considerou que o agro-alimentar tem "uma importância estratégica" para a economia nacional. "Portugal precisa substituir importações também na área agro-alimentar. Precisamos exportar mais, sobretudo produtos transformados que acrescentam valor e que têm beneficiado de um grande aport em matéria de inovação", defendeu.
Questionado pelo Emigrante/Mundo Português sobre o que ouviu dos produtores portugueses presentes no certame, Pedro Passos Coelho revelou que pediram "sobretudo que o Estado não atrapalhe muito, que não mexa excessivamente no quadro fiscal, de modo a dar estabilidade às exportações".
Pedro Passos Coelho acrescentou que os empresários portugueses pediram ainda que o quadro "que muitas vezes é suportado pela Cosec, de dar garantias adicionais aos seguros de crédito à exportação, possa funcionar melhor". "
Mas o político revelou que lhe fizeram chegar um pedido "crítico" para a exportação. "Que o crédito que exista hoje no mercado, posa chegar àqueles que acrescentam mais valor à economia. Isso hoje, nem sempre acontece. Muitas destas empresas têm mais clientes, precisam ter acesso a crédito para poderem aumentar as suas vendas e ganhar mais quota de mercado no exterior e não o conseguem fazer. As taxas de juros pedidas pelos bancos são demasiado elevadas para os seus modelos de negócio, estamos a falar de taxas de juros superiores a 9,5 por cento", sublinhou.