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REGIÕES
Saiba mais sobre as regiões vitivinícolas de Portugal AÇORES Os Açores foram colonizadas em meados do século XV, pensando-se que foram os frades franciscanos quem nelas introduziu o plantio da vinha. Com a construção de igrejas, estes tinham que importar vinho, elemento essencial na celebração da missa. Desde muito cedo estes religiosos constataram existir grandes semelhanças entre as condições climáticas da Sicília e algumas ilhas do arquipélago, pelo que trouxeram de lá várias plantas de Verdelho na altura a casta mais conhecida, cuja expansão foi rápida e abundante. O vinho produzido tornou-se famoso e foi largamente exportado, para todo o Norte da Europa e até para a Rússia. Depois da revolução bolchevique em 1917, foram encontradas garrafas de vinho "Verdelho do Pico" armazenadas nas caves dos antigos czares da Rússia. A vinha foi entretanto difundida há vários séculos assegurando produção de vinho para consumo doméstico e pela sua qualidade e prestígio tradicional para exportação para o Brasil e algumas cortes europeias. Este facto faz com que se distingam nos Açores três VQPRD: o licoroso da Ilha do Pico que resulta de uvas cultivadas em terrenos pedregosos, localizados junto à costa poente, sendo a área de vinha muito reduzida, e as parcelas cercadas de pedras solta, a que dão o nome de "currais" e cuja finalidade é de proteger as plantas da acção dos ventos. Os vinhos brancos da Ilha da Graciosa que resultam de videiras cultivadas em "currais" tal como no Pico. A região do licoroso dos Biscoitos que é produzido na Ilha Terceira e cujo nome resulta da maneira como a vinha é implantada em montículos de terreno rochoso "os biscoitos" e nesles introduzida à mão, fruto do empenho humano. in SISAB magazine Fevereiro 2001
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