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Bebidas
Sector das Bebidas- águas, sumos e cervejas Em Portugal não existe água tratada engarrafada. Todas as águas nacionais à venda são 100% naturais. O mesmo não acontece em alguns países. Ao contrário de outros recursos naturais ou matérias-primas, a água subterrânea existe em todo o mundo. A possibilidade de ser extraída varia grandemente de local para local, dependendo das condições de precipitação e da distribuição dos aquíferos. Geralmente, a água subterrânea apenas é renovada numa certa altura do ano mas pode ser extraída durante o ano inteiro. Desde que o seu reabastecimento seja adequado e que a fonte se encontre protegida da poluição, a água subterrânea pode ser extraída indefinidamente. Portugal com várias captações de Norte a Sul, oferece ao consumidor diversas marcas de águas de mesa, engarrafadas e águas gaseificadas. Acidez, dureza, mineralização e quantidade de sal são alguns dos parâmetros que distinguem as águas engarrafadas que encontramos à nossa mesa. Todas as águas minerais são únicas e Portugal orgulha-se ter algumas marcas dessas águas únicas.
Cervejas A produção de cerveja em Portugal possui tradições, sendo que a primeira referência histórica a uma fábrica situa-a no Campo Grande à data de 1689. Mas é no séc. XIX, mais precisamente em 1819,que são publicadas as "Notas Introductivas ao conhecimento da Cerveja e Genebra", onde se recomendava o uso da cerveja da Real Fábrica. No final desse século, existiam já várias unidades de produção de cerveja, quer nas ilhas, como a Fábrica de Cervejas e Refrigerantes João Melo Abreu nos Açores, ou a Fábrica Atlântica da família inglesa Miles, na Madeira, quer no Norte de Portugal onde existiam numerosas unidades de produção de cerveja e refrigerantes. No final do séc. XIX era possível identificar dez fábricas de cerveja no continente, concentradas sobretudo nas duas grandes cidades de . Hoje em dia, a produção de cerveja em Portugal encontra-se distribuída de Norte a Sul, Madeira (Funchal), Açores (Ponta Delgada). O sector cervejeiro nacional é tecnologicamente evoluído, dotado das melhores técnicas disponíveis, possui a tradição de formar os seus mestres-cervejeiros nas melhores universidades europeias, e produz uma cerveja de qualidade em termos mundiais exportando cerca de 18 % da sua produção. O aumento da exportação revela o dinamismo do sector cervejeiro nacional, que tem como traços mais salientes: apresentar recursos tecnologicamente evoluídos, uma constante inovação, quer no lançamento de novos produtos quer na oferta de escolha que apresenta ao consumidor, um mercado competitivo que potencia essa inovação constante e a existência de marcas fortes a nível nacional e no estrangeiro.
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