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Doçaria
Doçaria A doçaria e outra das riquezas gastronómicas portuguesas. Ao falarmos em doçaria temos que obrigatoriamente referir a doçaria conventual e regional, sendo todo o sector que produz em Portugal herdeiro destes conhecimentos ancestrais. Na doçaria conventual, cujos segredos de confecção ainda permanecem desde o tempo em que as freiras habitavam os Conventos, temos em Portugal tanta variedade e sabores, sabores esses únicos no mundo. O conceito de «doçaria conventual» está, assim intimamente relacionado com a difusão do açúcar nas cozinhas dos mosteiros a partir dos finais do Séc. XX. Foi essencialmente nos conventos que a confecção de doces atingiu o seu expoente máximo. Foi na doçaria conventual que as empresas que hoje produzem em quantidades industriais, foram buscar os conhecimentos e práticas e por isso, são muitas que hoje produzem bolos e doces de alta qualidade e aceitação dos consumidores que as levaram mesmo a exportar o que de melhor produzem. Em Portugal, antes de se usar o açúcar, preparavam-se as doçarias com mel. Até à Idade Média, o açúcar tinha um uso estritamente medicinal. Em 1456 é exportado o primeiro açúcar madeirense para Inglaterra e, com a descoberta e colonização do Brasil, inicia-se a cultura intensiva do açúcar.
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