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Agro-alimentar A indústria alimentar continua a ocupar um espaço importante na economia portuguesa. A sua importância decorre não apenas do seu peso económico, mas também da sensibilidade do "produto", uma vez que "fabrica" o que diariamente ingerimos. Esta característica torna-nos, a todos nós consumidores, especialmente sensíveis à segurança do alimento, pelo que o problema de segurança alimentar e da confiança do consumidor é actualmente uma das maiores preocupações da indústria. Actualmente a indústria agro-alimentar representa 25% do total da indústria portuguesa. Após a adesão de Portugal à União Europeia, a construção do mercado único em 93 obriga o sector a um esforço de harmonização de todas as regras de manuseamento, de fabrico e de apresentação, nomeadamente nas regras de rotulagem, de higiene e de aditivos. A articulação entre a indústria e a produção e entre a indústria e as Universidades, tem impulsionado o desenvolvimento duma indústria mais competitiva e que cada vez mais exporta, deixando há algum tempo este sector de só estar ligado a Portugal. A indústria agro alimentar em Portugal está dentro dos sectores mais desenvolvidos.
Azeite O azeite é um produto alimentar, usado como tempero, produzido a partir da azeitona. Trata-se, pois, de um alimento antigo, clássico da culinária contemporânea, regular na dieta mediterrânea e nos dias actuais presente em grande parte das cozinhas. Além dos benefícios para a saúde o azeite adiciona à comida um sabor e aroma peculiares. A região mediterrânea, actualmente, é responsável pela da produção mundial de azeite, favorecida pelas suas condições climáticas, propícias ao cultivo das oliveiras, com bastante sol e clima seco. Portugal englobado nessa região produz, reconhecidamente os melhores azeites do mundo e o azeite foi um dos primeiros produtos exportados por Portugal. Na época dos Descobrimentos nos sécs. XV e XVI, já o azeite e o vinho faziam parte da lista dos produtos exportados. Em Portugal, a referência à oliveira é muito antiga. Hoje Portugal, com métodos de plantio e cultivo do olival moderno está no leque dos países produtores de azeite e investiu fortemente nos métodos de extracção e produção de azeite, ultra-modernos que nos coloca nos primeiros lugares entre os países exportadores, sendo os nossos azeites dos produtos, a par do vinho que mais contribuem para a nossa balança de exportações
Sector das Bebidas- águas, sumos e cervejas Em Portugal não existe água tratada engarrafada. Todas as águas nacionais à venda são 100% naturais. O mesmo não acontece em alguns países. Ao contrário de outros recursos naturais ou matérias-primas, a água subterrânea existe em todo o mundo. A possibilidade de ser extraída varia grandemente de local para local, dependendo das condições de precipitação e da distribuição dos aquíferos. Geralmente, a água subterrânea apenas é renovada numa certa altura do ano mas pode ser extraída durante o ano inteiro. Desde que o seu reabastecimento seja adequado e que a fonte se encontre protegida da poluição, a água subterrânea pode ser extraída indefinidamente. Portugal com várias captações de Norte a Sul, oferece ao consumidor diversas marcas de águas de mesa, engarrafadas e águas gaseificadas. Acidez, dureza, mineralização e quantidade de sal são alguns dos parâmetros que distinguem as águas engarrafadas que encontramos à nossa mesa. Todas as águas minerais são únicas e Portugal orgulha-se ter algumas marcas dessas águas únicas.
Cervejas A produção de cerveja em Portugal possui tradições, sendo que a primeira referência histórica a uma fábrica situa-a no Campo Grande à data de 1689. Mas é no séc. XIX, mais precisamente em 1819,que são publicadas as "Notas Introductivas ao conhecimento da Cerveja e Genebra", onde se recomendava o uso da cerveja da Real Fábrica. No final desse século, existiam já várias unidades de produção de cerveja, quer nas ilhas, como a Fábrica de Cervejas e Refrigerantes João Melo Abreu nos Açores, ou a Fábrica Atlântica da família inglesa Miles, na Madeira, quer no Norte de Portugal onde existiam numerosas unidades de produção de cerveja e refrigerantes. No final do séc. XIX era possível identificar dez fábricas de cerveja no continente, concentradas sobretudo nas duas grandes cidades de . Hoje em dia, a produção de cerveja em Portugal encontra-se distribuída de Norte a Sul, Madeira (Funchal), Açores (Ponta Delgada). O sector cervejeiro nacional é tecnologicamente evoluído, dotado das melhores técnicas disponíveis, possui a tradição de formar os seus mestres-cervejeiros nas melhores universidades europeias, e produz uma cerveja de qualidade em termos mundiais exportando cerca de 18 % da sua produção. O aumento da exportação revela o dinamismo do sector cervejeiro nacional, que tem como traços mais salientes: apresentar recursos tecnologicamente evoluídos, uma constante inovação, quer no lançamento de novos produtos quer na oferta de escolha que apresenta ao consumidor, um mercado competitivo que potencia essa inovação constante e a existência de marcas fortes a nível nacional e no estrangeiro.
Doçaria
A doçaria e outra das riquezas gastronómicas portuguesas. Ao falarmos em doçaria temos que obrigatoriamente referir a doçaria conventual e regional, sendo todo o sector que produz em Portugal herdeiro destes conhecimentos ancestrais. Na doçaria conventual, cujos segredos de confecção ainda permanecem desde o tempo em que as freiras habitavam os Conventos, temos em Portugal tanta variedade e sabores, sabores esses únicos no mundo. O conceito de «doçaria conventual» está, assim intimamente relacionado com a difusão do açúcar nas cozinhas dos mosteiros a partir dos finais do Séc. XX. Foi essencialmente nos conventos que a confecção de doces atingiu o seu expoente máximo. Foi na doçaria conventual que as empresas que hoje produzem em quantidades industriais, foram buscar os conhecimentos e práticas e por isso, são muitas que hoje produzem bolos e doces de alta qualidade e aceitação dos consumidores que as levaram mesmo a exportar o que de melhor produzem. Em Portugal, antes de se usar o açúcar, preparavam-se as doçarias com mel. Até à Idade Média, o açúcar tinha um uso estritamente medicinal. Em 1456 é exportado o primeiro açúcar madeirense para Inglaterra e, com a descoberta e colonização do Brasil, inicia-se a cultura intensiva do açúcar.
Os Vinhos de Portugal
De norte a sul, o país é muito rico em bons vinhos e, além dos vinhos únicos do Porto e da Madeira que se exportam em grande escala, existem mais de cem variedades diferentes de vinhos, desde os vinhos de mesa a vinhos especiais, todos eles reflectindo o carácter individual do respectivo solo. O vinho ocupa nas necessidades do Homem um lugar de destaque, por ser a única bebida que, na civilização greco-latina, transporta em si um valor cultural. Foi um dos sectores que os empresários do sector mais investiram nos últimos anos em Portugal, com novos plantios, requalificação das vinhas, aposta nas castas únicas e genuínas portugueses, que nos afirmam pela diferença e nos métodos de fabrico e engarrafamento, bem como a comercialização. Portugal tem castas próprias que nos distinguem. Num país vinícola, e dado a grande quantidade que se produz a aposta virou-se para a exportação, sendo um dos produtos que mais se exporta a para com o azeite e chegando ao mais diversificados mercados mundiais.
Enchidos e fumados Os produtos de transformação cárnea em Portugal apresentam uma grande variedade de sabores, texturas e formas, como resultado da diversidade das matérias primas, dos ingredientes e dos processos de fabrico utilizados. O termo ‘salsicharia' é mundialmente conhecido e engloba todos os produtos de transformação cárnea. Destes fazem parte não só os enchidos mas também todas as carnes curadas como os presuntos, as pás e outros. Em Portugal é utilizada, predominantemente, a carne de porco. Nos últimos anos a indústria de salsicharia tem vindo a apresentar um apreciável incremento, expresso no elevado número de estabelecimentos fabris instalados e na variedade de produtos existentes. Dentro deste sector os produtos tradicionais portugueses são produtos únicos que têm origem na região que lhes dá o nome e que têm uma forte ligação com essa mesma região, de tal forma que é possível demonstrar que a qualidade do produto é influenciada pelas raças animais, solo, vegetação, clima e tecnologia de fabrico. Neste contexto surgiu a adopção de estratégias de valorização comercial dos produtos tradicionais, através da certificação e consequente atribuição das marcas: Denominação de Origem Protegida (DOP), Indicação Geográfica Protegida (IGP) e Especialidade Tradicional Garantida (ETG). O processo de certificação constitui um importante passo de defesa destes produtos, uma vez que procura assegurar as condições de higiene com que estes são produzidos, bem como o respeito pelos métodos de fabrico tradicionais, garantindo, assim, a autenticidade e a origem dos produtos.
Frutas e vegetais Um número crescente de produtos tradicionais portugueses têm o direito a usar um nome próprio que os qualifica e comprova a sua origem, reputação, genuinidade ou tradicionalidade. Sendo a segurança alimentar uma preocupação da Comunidade Europeia, os produtos agro-alimentares com Denominação de Origem, com Indicação Geográfica Protegida, com Tradicionalidade Garantida, isto é, com qualidade e especificidade garantidas, surgem ao consumidor como uma alternativa segura. Portugal orgulha-se de ter um bom leque de frutas de denominação de origem e indicação geográfica protegida. A título de exemplo a Maçã de Alcobaça a Pêra Rocha, a Maçã Bravo Esmolfe, a Cereja da Cova da Beira a Ameixa de Elvas, ou a Banana da Madeira, o ananás dos Açores entre tanto outros. Estas frutas já chegam à mesa dos consumidores internacionais e distinguem-se pelo sabor de excelência. A par das frutas, o mercado dos vegetais e hortaliças produz muitas variedades em qualidade e sabor inigualável e que também já se exportam em larga escala. Todos estes produtos identificados, protegidos e valorizados constituem um trunfo importante para o mundo rural, contribuindo para travar a desertificação humana das regiões mais desfavorecidas, potenciando e complementado os recursos existentes, gerando postos de trabalho, preservando as condições ambientais naturais, respeitando os ecossistemas existentes e a biodiversidade, ao mesmo tempo que respeitam os consumidores que privilegiam a qualidade.
Lacticínios Portugal é um País de bons pastos e a pastorícia sempre esteve presente, quer como modo de subsistência, quer como actividade tradicional importante. É claro que em terras de rebanho, o queijo e o leite são reis. O sector dos lacticínios em Portugal Continental e na Região Autónoma dos Açores distingue-se pela elevada qualidade do leite produzido que torna o nosso país mais que auto-suficiente e grande parte destinada à exportação. Falar do sector leiteiro, está associado a falar do queijo e Portugal orgulha-se de produzir queijos de elevada qualidade para o mercado nacional e internacional de várias variedades e sabores, produzidos em regiões de bons pastos, em gado criado na sua maioria ao ar livre. Dos vários tipos de queijo existentes, fabricados com leite de ovelha, vaca, cabra ou de mistura, a consistência da pasta, o paladar e o grau de gordura, variam de região para região. Fazer queijo é uma arte, que surge à mesa como importante elemento da gastronomia da região e que revela a perícia das mãos que lhe dão forma. É no sentido de continuar a preservar os queijos portugueses que foram criadas "Áreas Geográficas de Produção". Actualmente são onze as "Denominações de Origem Protegida" (DOP) e uma "Indicação Geográfica" (IG), sendo: queijo de Azeitão, queijo da Beira Baixa, queijo de Cabra Transmontano, queijo Serra da Estrela, queijo de Évora, queijo de Nisa, queijo do Pico, queijo Rabaçal, queijo Serpa, queijo de S. Jorge e queijo Terrincho.
Produtos biológicos Hoje muito se fala em produtos biológicos, em que a palavra Natura está associada por excelência. Mas o que é produto Biológico? Um produto biológico provém de Modo de Produção Biológico e o modo de produção biológico é um sistema de produção de base ecológica, que recorre ao uso de boas práticas agrícolas com vista à manutenção e melhoria da fertilidade do solo, ao equilíbrio e à diversidade do ecossistema agrícola, promovendo a qualidade ambiental, o bem-estar animal e a saúde humana. Para o efeito, utiliza métodos culturais, biológicos e mecânicos, sempre que possível, em detrimento de materiais sintéticos, e não emprega adubos nem pesticidas químicos de síntese. Com uma procura que excede a oferta, reflectindo as preocupações crescentes dos consumidores com a qualidade dos alimentos e com a preservação ambiental, este sector tem vindo a crescer, em Portugal. O SISAB orgulha-se de entre os seus vastos expositores contar com algumas empresas "Bio". Os legumes cultivados em agricultura biológica reforçam o sistema imunitário e a circulação de vitamina E no sangue, indicam os mais rigorosos estudos internacionais. A Agricultura Biológica tem-se vindo a afirmar como uma forma mais sã de produzir alimentos. Dado que em Agricultura Biológica não são autorizados os adubos químicos de síntese, os produtos "biológicos" têm naturalmente um teor mais baixo de nitratos e promovem a qualidade ambiental.
Um Paraíso de Peixe, conservas e congelados
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