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Eleições na Confederação dos Agricultores de Portugal
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A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) vai realizar eleições para eleger os titulares dos seus órgãos sociais para o triénio 2008-2011. O acto eleitoral realiza-se no próximo dia 7 de Maio. O actual presidente é João Machado, que se recandidata à presidência da Confederação. Este ano, João Machado tem um adversário nas eleições: José Lupi Caetano, actual presidente da associação florestal Aflops (Associação de Produtores Florestais) e da federação florestal Unac (União da Floresta Mediterrânica). Segundo declarações de José Lupi Caetano, justificando a sua candidatura e apresentando as suas propostas, "a CAP era um movimento associativo activo, independente e combativo e o que se pretende é voltar a dar à Confederação a influência, a visibilidade e o respeito que já teve". O candidato acredita que isso é possível se a CAP deixar "de ser apenas reactiva, tendo de tomar a iniciativa de apresentar propostas para o território rural e deixando de estar dependente dos fundos públicos, o que lhe retira independência face ao poder político". Dando o exemplo do rumo a seguir, José Lupi Caetano anunciou desde já que, caso vença as eleições, a sua direcção não será remunerada. Criticando a actual direcção, este candidato afirmou que a CAP cresceu, nos últimos anos, sobretudo como consultor técnico do sector. Por esse motivo, entende, a estrutura da CAP está "pouco motivada para o combate político e para as mudanças estratégicas que, nos últimos dez anos, tiveram um forte impacto na propriedade rural". O lema da campanha de Lupi Caetano é o de tornar os espaços rurais economicamente viáveis, cabendo à CAP um papel de influência nas decisões a tomar. O candidato criticou também a Política Agrícola Comum, que, no seu entender, é ditada por países que produzem excedentes, fortemente exportadores, que não têm nada a ver com a nossa realidade". O actual presidente da CAP, João Machado, é de novo candidato. Nas suas declarações, João Machado optou por criticar as políticas públicas seguidas pelos Governos portugueses, que, no seu entender, estão "como nunca a promover o êxodo rural". João Machado acredita que é hora de a CAP voltar a chamar a atenção para um sector que "a sociedade esqueceu e que agora recorda quando o leite começa a faltar nos supermercados". O actual presidente entende que esta pode ser uma oportunidade para a CAP "mudar" a opinião pública e explicar que o que se está a passar resulta "de políticas que é preciso alterar". No seu entender, "o papel do Ministro da Agricultura é tentar prever as crises que agora estamos a viver e defender os agricultores, mas ele preferiu disseminar a mensagem que os agricultores só viviam de subsídios e esse recado passou". João Machado aproveitou ainda para denunciar que a CAP perdeu influência e meios financeiros desde que o Ministro acabou com os protocolos com as associações agrícolas. E que a nova recepção informática das candidaturas aos fundos europeus "irá excluir os mais pobres". Ambos os candidatos defendem a criação de uma reserva alimentar estratégica. |