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Treze anos a internacionalizar o sector agro-alimentar em Portugal
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De 27 a 30 de Novembro de 1995, reuniam-se em Lisboa pela primeira vez no Hotel Altis 350 empresários de língua portuguesa, sendo 200 nacionais e 150 oriundos de diversos países do estrangeiro no sentido de identificar os principais factores capazes de desenvolver o consumo e promoção dos produtos alimentares portugueses no estrangeiro. Era um sonho antigo de Carlos Morais que acreditava que os portugueses poderiam voltar a ser importantes no comércio mundial porque as empresas portuguesas do sector não paravam de crescer. E assim de um Congresso do Sector Alimentar e Bebidas, nascia o que é hoje, passadas 13 edições, o SISAB - o maior salão internacional de promoção dos produtos alimentares PORTUGUESES.
Vale a pena recordar aqui a ascensão de um projecto que ultrapassou o seu âmbito de promover apenas a comercialização de produtos alimentares portugueses para as comunidades, para logo na segunda edição já contar com a presença de empresários oriundos dos países dos PALOP e, numa terceira fase ter alargado à participação de todos os agentes internacionais abrangendo, na última edição o número impressionante de 70 países e dezoito línguas faladas.
Os números falam por si, o SISAB nasceu reunindo sob o mesmo propósito 350 empresários portugueses, no então denominado I Congresso do Sector Alimentar e Bebidas, vindos de diversos países e com a presença de algumas empresas em Portugal, no Hotel Altis em Lisboa. Era importante e fundamental passar para o mercado internacional uma imagem de marca, actualizada do que era nessa época os produtos alimentares portugueses e fomentar o seu consumo. O que se exportava, era nesse tempo dirigido ao "mercado da saudade" pois eram os que emigraram que dinamizavam e mantinham a sua preferência pelos nossos vinhos, azeites, enchidos, queijos, refrigerantes e tudo o mais. Por parte dos governos, jamais tinha havido a sensibilidade de através dos nossos empresários que trabalhavam este ramo alimentar, desenvolver acções que levassem a que, os nossos produtos alimentares passassem a ser exportados e consumidos tanto pelo dito "mercado da saudade" como pela generalidade dos consumidores internacionais.
Pouca importância se dava a este mercado e faltava a visão de através dele, internacionalizar o consumo junto dos naturais e residentes e chegar a outros mercados. Hoje quando terminou a 13ª edição do SISAB e se trabalha afincadamente na organização da 14ª edição de 9 a 11 de Fevereiro de 2009, este jornal, que através do seu administrador - Carlos Morais, se lançou neste projecto, vai através das próximas edições mostrar e recordar os momentos das principais edições. Recordamos que com 350 empresários portugueses numa sala de um hotel, hoje o SISAB ocupa cinco dos principais hotéis de Lisboa com o alojamento dos congressistas e importadores vindos de todo o mundo, sempre em crescimento, ultrapassando este número de hotéis em 2009.
Dos produtos alimentares expostos em prateleiras passou-se presentemente para os 5.000 m2 do Pavilhão Atlântico só de área exposição, com centenas de stands, representando 12 sectores e 400 empresas nacionais mostrando o que de melhor se produz em Portugal no ramo alimentar e bebidas. Muitas empresas portuguesas marcam presença desde a primeira edição, assim como temos empresários no estrangeiro desde a primeira hora. Temos testemunhos de muitos que, foi graças a este Salão que começaram a exportar pela primeira vez. O então Ministro da Economia, Daniel Bessa que esteve presente, referiria a propósito dos objectivos logo alcançados na primeira edição do evento que o "sucesso da economia portuguesa está ligado às empresas e o sucesso depende dessa globalidade e o valor acrescentado deste congresso é estarem representados os empresários portugueses de todo o mundo".
SISAB 2008
Por sua vez Carlos Morais, em balanço após a I edição, escrevia nas páginas deste jornal sob o título "Um sonho tornado realidade" que reconhecia o facto de adesão maciça de inúmeras empresas e empresários que vieram dos mais distantes pontos do mundo, que deram o sucesso a este evento e terminava com o desejo sincero que no futuro os produtos portugueses passem a ser consumidos directamente à mesa de todos, independentemente de viverem em Portugal ou no estrangeiro.
O objectivo foi conseguido e no SISAB marcam anualmente presença mais de 2.000 participantes, 900 dos quais vindos do estrangeiro, representando 70 países de cinco continentes; dezoito línguas faladas a par de 5.000 metros quadrados de área de exposição, o dobro da área utilizada em 2007. Estes números dão a garantia e o reconhecimento que o SISAB é o maior evento realizado em Portugal, exclusivamente vocacionado para as exportações portuguesas. |