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"Imprescindível" na promoção dos produtos portugueses

Na edição de 22 de Setembro de 1995, O Emigrante/Mundo Português destacava a realização do I Congresso
dos Empresários do Sector Alimentar e Bebidas, provocando desta forma a discussão sobre a forma de
promover os produtos e as marcas portuguesas do sector alimentar, no estrangeiro.

O I Congresso dos Empresários do Sector Alimentar e Bebidas propunha-se trazer a Portugal empresários portugueses residentes no estrangeiro, já responsáveis na altura, nos mais diversos pontos do Mundo, por cerca de 25 mil empresas, muitos de dimensão considerável.
A iniciativa, que se realizou de 27 a 30 de Novembro de 1995, em Lisboa, teve uma boa recepção por parte das empresas, empresários e outras instituições contactadas. "Julgamos poder desde já acreditar que poderá ser um passo importante no processo de internacionalização dos produtos alimentares e bebidas portuguesas, ao mesmo tempo que poderá levar a modificar os conceitos, a filosofia e os comodismos ainda existentes. Esses são sem dúvida os nossos objectivos", explicava Carlos Morais, organizador do evento, há 13 anos atrás. Presente no Congresso, o então ministro da Economia, Daniel Bessa, enalteceu "o valor acrescentado" desta iniciativa pelo facto de "estarem representados empresários portugueses do mundo inteiro" e lembrou a necessidade de juntar "sinergias às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo".

"Largas potencialidades"

Para além do debate sobre cooperação entre empresas portuguesas do sector e os empresários portugueses espalhados pelo mundo, a credibilidade dos produtos e marcas portuguesas, a burocracia da exportação e a conquista do mercado internacional, o II Congresso abordou algumas novidades que estavam então a surgir no sector, nomeadamente os produtos alimentares com Denominação de Origem. Nesta edição, que reuniu 400 empresários vindos de 26 países, o secretário de Estado da Competitividade, Fernando Freire de Sousa, destacou o sector agro-alimentar como sendo vital para a economia portuguesa.
A terceira edição do evento saiu de Lisboa e reuniu no Hotel Solverde, em Espinho, 450 congressistas e expositores das mais diversas áreas do alimentar. Na sessão de abertura, o então ministro da Economia, Augusto Mateus, lembrava que "é preciso muito mais Portugal no Mundo" e referia-se ao evento como "uma iniciativa exemplar" na medida em que mostrava "como é possível enfrentar problemas com base nos nossos trunfos, ou seja, através dos empresários portugueses que trabalham fora de Portugal e são úteis do ponto de vista da internacionalização da nossa economia". Um dos pontos altos desta edição foi a introdução no programa, de provas de degustação de produtos e bebidas.

Empresários estrangeiros

No ano seguinte, o IV Salão trazia a Portugal cerca de 500 empresários vindos de diversos países, entre os quais, e pela primeira vez, empresários estrangeiros. O certame teve lugar de 1 a 3 de Outubro, em Tróia, Setúbal, e partiu com o objectivo de promover a internacionalização das empresas do sector e dos produtos nacionais. Na quarta edição do certame, houve entrega de prémios de excelência às empresas dos vinhos que se distinguiram em certames nacionais e internacionais.
Na quinta edição, o certame regressou a Lisboa e decorreu em Fevereiro, no Hotel Ritz. Desta vez, a tónica foi o investimento na qualidade, a identificação de novos parceiros e desenvolvimento de um mercado com um potencial próximo dos 200 milhões de consumidores de língua portuguesa em todo o mundo. 

No Pavilhão Atlântico

Cerca de 600 empresários oriundos de 26 países estiveram presentes no sexto certame, que reuniu ainda 178 empresas nacionais. Debates, bolsas de negócios, provas de vinho e de azeites, degustação de produtos e o lançamento do livro «Rota dos Vinhos», forma os pontos altos desta edição.
Presente em representação do primeiro-ministro, o secretário de Estado das Pequenas e Médias Empresas e do Comércio e Serviços, Nelson de Souza, destacou que o evento era um acontecimento de singular importância para aumentar a presença portuguesa nos mercados internacionais.
Na sétima edição do certame, o SISAB «mudou-se» para o Pavilhão Atlântico, no Parque das Nações, em Lisboa. Cerca de 500 participantes de 26 países e mais de 130 expositores portugueses, encheram a Sala Tejo para três dias de negócios. A sessão de abertura contou com a presença, entre outras personalidades, do Ministro da Economia, Braga da Cruz, que, numa altura em que muito se falava nos efeitos do 11 de Setembro no comércio internacional, saudou a persistência do evento em divulgar e promover os produtos nacionais.
No VIII SISAB o evento alargou o número de presenças, com mais de 700 participantes nacionais e internacionais, estes oriundos de 50 países. Com o tema «Deixe-se tentar pelos produtos portugueses», esta foi a edição mais participada a nível de empresários estrangeiros. Na sessão de abertura, e em representação do ministro da Economia, a secretária de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Maria do Rosário Ventura, afirmava que o SISAB integrava-se "de forma perfeita na política económica do Governo, de afirmação de produtos e marcas portuguesas e de fomento das exportações".
Além dos três dias de bolsa de contactos, esta edição incluiu visitas educacionais a Reguengos de Monsaraz e à Régua.
Em 2004 o certame teve no arquipélago dos Açores, a região produtora em destaque. Numa época em que as incertezas do mercado nacional levavam muitas empresas a apostar mais fortemente na exportação e o Governo começava a implementar pelo mundo fora o conceito de «Diplomacia Económica», o SISAB apresentava-se como o ponto de encontro por excelência para todos os empresários do sector com um objectivo em comum: fazer com que a qualidade dos produtos portugueses seja devidamente reconhecida no exterior.

"Imprescindível"

Dez anos depois do primeiro certame, o X SISAB apresentava-se como a maior mostra de produtos exclusivamente nacionais. "Imprescindível encontro anual, capaz de reunir as maiores empresas portuguesas exportadoras do sector e importadores estrangeiros de referência", referia a secretária de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Maria da Graça Proença de Carvalho. De visita ao Salão, o ministro dos Negócios Estrangeiros, António Monteiro, falou da importância do evento e da Diplomacia Económica, referindo-se aos portugueses no estrangeiro como "a ponte a primeira linha da expansão e do conhecimento dos produtos portugueses", uma rede que "temos que aproveitar" para mostrar a melhor qualidade dos produtos que temos.
Em 2006, um reforço significativo no número de participantes vindos do estrangeiro - mais 30 por cento do que na edição anterior - marcava o XI SISAB, que passava a ser considerado então o maior evento do sector realizado em Portugal. Espaço privilegiado de negócios, destinado exclusivamente a profissionais, contou com a presença de mais de 1100 participantes, entre produtores, importadores, distribuidores e demais profissionais ligados ao sector.

"Pedrada no charco"

O XII Salão Internacional do Vinho, do Pescado e do Agro-Alimentar foi o ponto de encontro de 1349 empresários, entre produtores portugueses e importadores estrangeiros e portugueses, radicados em mais de 52 países. Foi no ano passado, e no decorrer da sessão de abertura do certame, que o Governo revelou o peso deste sector na exportação. Luís Vieira, secretário de Estado da Agricultura, afirmava que os produtos dos sectores alimentar e de bebidas representam para Portugal, dois mil milhões de euros em exportações. Valor que representa, cerca de sete por cento do total das exportações nacionais.
Em nome da organização, Carlos Morais destacava que o evento sempre foi realizado com o objectivo de se "fazerem negócios" e de gerar uma "interacção entre as empresas portuguesas e os empresários do estrangeiro". "O SISAB pretende ser uma «pedrada no charco», na promoção dos produtos portugueses", finalizou o organizador.


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