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Rever clientes e estabelecer novas relações comerciais
A garantia de um número considerável de potenciais clientes oriundos dos mais diversos países, era apontado em 2007 como uma dos principais «atractivos» do SISAB. A O Emigrante/Mundo Português, responsáveis de várias empresas portuguesas do sector que participam no certame destacavam a importância do Salão e os motivos que levavam essas empresas a serem uma presença constante, ao longo dos anos.
A garantia «a priori» de um número considerável de potenciais clientes "oriundos dos mais diversos países", é apontado por Joaquim Madeira como um dos maiores aliciantes o evento. O proprietário da Casa Agrícola Santana Ramalho, produtora de vinhos no Alentejo, refere-se ao SISAB como "uma organização única, e bem diferente do universo de certames promocionais e de negócios" que conhece. "Os participantes que se deslocarem ao SISAB, fá-lo-ão com a garantia de que os produtos que procuram estarão patentes em diversos espaços de exposição, bem como encontrarão os interlocutores certos para assumirem as parcerias comerciais que procuram", refere. A "maior feira" do sector Sócio da Rui Costa e Sousa & Irmão, empresa líder na transformação e comercialização de bacalhau em Portugal, Rui Costa destaca a vertente profissional do SISAB, que "tornou-se ao longo destes últimos anos a maior feira de negócios para o sector agro-alimentar português, pois produtores e compradores têm um espaço de encontro". O responsável da empresa - que tem sido uma presença constante no evento desde 1996 - revela que a sua participação iniciou-se numa altura em que a empresa começava a exportação de bacalhau seco para o Brasil. "Era a oitava economia mundial, com uma dimensão sete vezes superior à nossa e um mercado potencial de 180 milhões de habitantes. E a verdade é que encontrámos um parceiro, e desde então, entrámos no mercado brasileiro de uma forma crescente, e temos hoje uma empresa própria naquele país com delegações em São Paulo e Rio de Janeiro", revela ainda. Já o director comercial da Herdade da Comporta, considera a realização do SISAB "de extrema importância para o sector". "Todo o ambiente que rodeia o evento, assim como as excelentes condições que proporciona permite aos empresários estabelecer contactos fundamentais e parcerias que vão potenciar os seus negócios a nível nacional e internacional", refere o responsável, destacando que o evento é, acima de tudo, "uma montra" para os vinhos da empresa. Rodrigo Leitão, director de exportação das Carnes Nobre, sublinha o contributo "importante" do Salão "à exportação nacional e ao desenvolvimento das relações comerciais com as comunidades portuguesas". No que diz respeito à empresa, o responsável afirma que este é "um evento de presença obrigatória", porque permite rever os actuais clientes, estabelecer novas relações comerciais e "obter um melhor conhecimento das diferentes realidades vividas em cada mercado". "Penso que o Sisab tem durante estes anos ajudado a quebrar algumas barreiras, aproximando os agentes económicos". Relançamento na exportação Um dos maiores contributos do Salão será o facto de, ao longo de 12 anos, ter contribuído "de forma decisiva" para o relançamento de muitas empresas portuguesas, na exportação e apoiado "outras que ainda não sabiam como exportar". A opinião é de Fernando Malaquias, sócio-gerente da Malaquias Distribuição Alimentar, para quem o evento foi ainda fundamental para os importadores que "que desconheciam quase por completo o potencial dos produtos portugueses". O apoio à expansão das marcas no estrangeiro é outro dos motivos que leva as empresas portuguesas do sector a participar no certame. Para a Águas do Vimeiro, a presença no SISAB é fundamental por permitir "ter contacto com os mais importantes empresários, responsáveis pela promoção dos produtos portugueses em todo o mundo", como sublinhou em 2007, Bárbara Leandro, do departamento de Marketing da empresa. A participar desde 2006, a Panike - Indústria de Produtos Alimentares Congelados já obteve alguns resultados, como afirmou Joana Soares, responsável de marketing e exportação. "A Panike repete a sua presença no SISAB, dado que esta iniciativa tem possibilitado uma relação mais aproximada dos produtores nacionais aos importadores e distribuidores estrangeiros que operam no sector alimentar, e tem contribuído bastante para a promoção, divulgação e internacionalização da empresa bem como de todos os produtos que comercializa", afirmava a responsável no testemunho dado no ano passado. João Pedro Monteiro, responsável de exportação das Águas de Carvalhelhos em 2007, evelava que o Salão "tornou-se um aliado preponderante na evolução das exportações" da empresa. "Nos últimos anos, as Águas de Carvalhelhos conseguiram no SISAB um grande sucesso, quer na negociação com novos clientes, quer na manutenção e crescimento dos mais antigos", destacava ainda o responsável, para quem o certame representa um dos momentos mais determinantes do ano. "A nossa presença no evento", afirmou ainda, é uma "obrigatoriedade e um factor determinante para o sucesso dos negócios internacionais das Águas de Carvalhelhos". |